quarta-feira, 30 de agosto de 2017

The Godfather - Império Corleone


Anunciado pela Galápagos Jogos, em The Godfather - Império Corleone somos gangsters tentando controle dos estabelecimentos de Nova York, para isso mandamos nossos capangas para dominarem as áreas e para eliminarem as famílias rivais.

Criado pelo badalado Eric Lang e tendo no time de desenvolvedores o grande amigo Fel Barros, o jogo é um controle de área bem bacana, com umas tiradas muito boas.

Godfather se desenvolve em 4 atos (ou turnos) onde os jogadores passam por uma várias fases de ações, sendo elas abrir novos negócios em NY, as ações das famílias, verificação do controle das áreas do mapa, pagamento de propina para novos aliados e finalmente descarte de cartas.

O mapa de Nova York dominado pelas famílias de mafiosos.

As ações das famílias são a alma dos turnos, nelas vamos colocar capangas e membros das famílias para realizar as ações dos estabelecimentos e para termos o controle das áreas no final de cada ato.

Outras coisas que você pode fazer são as realizações de trabalhos com as cartas, essas cartas dão certos benefícios, para isso você precisa gastar os recursos exigidos, usa a carta, e a coloca na sua "maletinha".

Os trabalhos a serem realizados e a grana do jogo
(que queremos mandar pra maletinha).

The Godfather as vezes lembra um pouco o Blood Rage na questão de controle, pois, depois de colocarmos as pecinhas, não temos como tirá-las até o final dos atos, a não ser através de cartas, que são ações custosas, e mesmo assim você mata um inimigo e o jogador logo depois de você pode assumir aquele local, uma vez que não há um confronto, simplesmente você tira um e deixa o lugar vago.

Depois de todos os jogadores terem feito todas as suas ações possíveis, verificamos o controle de cada área e colocamos uma peça na cor da família dominante, à partir daquele momento quando algum capanga usa um dos estabelecimentos você ganha um dos benefícios do prédio e esse controle vai contar para o final do jogo.

A fase de propina também é bem legal, quando usamos dinheiro da nossa maletinha para contratarmos aliados para as próximos atos.

O marcador de rodadas é a miniatura do Don Corleone,
um desperdício.

No final dos quatro atos podemos guardar duas cartas das que estão na nossa mão para pontuar, contamos todo o dinheiro guardado na maletinha, verificamos quem teve mais controle em cada área durante o jogo e quem tem cumpriu a maior quantidade de trabalhos em cada uma das quatro cores, e quem tiver a maior pontuação é a Família mais importante.

The Godfather é um belíssimo jogo de controle da área, mas assim como o já citado Blood Rage, tem seu tema muito pouco explorado, o que é uma pena pois poderia ter muito mais apelo, mas ainda assim acho que vai agradar bastante aos fãs (como eu) desse tipo de mecânica.

Temático mesmo é jogar seus inimigos eliminados no rio.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Zumbis!


Segundo volume dos quadrinhos-jogos que a Mandala está trazendo para o Brasil, em Zumbis! presenciamos durante uma viagem de metrô a transformação de uma pessoa em zumbi e à partir daí começamos a nossa luta pela sobrevivência.

Trazendo novidades em relação ao Captive (primeiro volume dessa série), nessa edição temos um traço mais descontraído, beirando o caricato, mas as maiores mudanças são em relação mesmo a história.

Logo no início você vê que o bicho vai pegar.

Em Zumbis! as principais diferenças é que podemos escolher entre dois personagens, e seguir suas aventuras separadamente, então ao escolher qual dos dois você acompanha no início da aventura, a cadeia de acontecimentos vai ser diferente, e só jogando algumas partidas para saber se em algum momento eles se encontram (ainda não aconteceu comigo).

Outra coisa legal é que você vai conseguindo aliados durante a partida para ajudar na aventura, e esses aliado vão sendo anotados na planilha do aventureiro para melhorar seus atributos e ajudar na hora da pancadaria.

Os traços desse volume são mais simples e caricatos.

Mas apesar dessas novidades, achei essa edição mais "bobinha", enquanto em Captive você tinha que prestar atenção em cada quadrinho para não deixar passar batido algum número escondido, nessa você tem tudo bem claro e basicamente a graça está em sair batendo nos zumbis.

Zumbis! diverte apesar de ser mais fraco do que seu antecessor, mas ainda assim vale a pena ter na coleção (até porque é uma série bem diferente do que tem aí no mercado) e a Mandala está mais uma vez de parabéns pela produção do material que está ao nível das melhores graphic novels do mercado.

Mesmo sendo um pouco mais fraca, ainda assim é divertida.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Great Western Trail

No oeste americano, durante o século XIX, os vaqueiros faziam um caminho bastante longo para entregar seus vários tipos de gado em Kansas e assim ganhar seu suado dinheirinho, e para isso precisavam contratar gente especializada, passando pelos estabelecimentos para negociar e assim ser o Rei do Gado no final da partida.

Assim é Great Western Trail, chegando agora pela Conclave é o segundo jogo pesado do grande Alexander Pfister e é um euro em sua essência muito bacanudo.

O jogo não tem rodadas fixas, e na sua rodada o jogador precisa ir andando com seu vaqueiro (e suas vaquinhas) pelos espaços, que no início da partida são poucos e vão aumentando, dando mais opções de parada para os jogadores.

O caminho tortuoso até Kansas City.

A alma do jogo está nas construções e em como você vai utilizá-las de forma mais proveitosa, pois em cada parada você tem ações que vão te ajudar a cumprir objetivos, a construir os seus prédios, a ganhar grana e pegando novas vaquinhas.

A parte legal das vacas, é que é um deck-building, toda vez que você compra um novo tipo de gado, ele vai pro seu descarte, sempre que você necessitar repor a mão e seu deck estiver vazio, embaralha tudo para pegar uma nova mão. Então tentar otimizar cores diferentes de gado (você vai ganhar dinheiro por entregar diferentes) é bacana na hora de escolher.

As nossas queridas vaquinhas.

Outra coisa interessante são as ações auxiliares, que começam devagar, mas conforme você vai conseguindo colocar suas peças na ferrovia, elas vão ficando cada vez melhores e são muito úteis no decorrer da partida.

Após andar por toda a trilha, você finalmente chega a Kansas, e é lá que você vai vender seu gado, pode colocar fichas na ferrovia, e colocar novos trabalhadores numa trilha, e é essa trilha que vai determinar o final do jogo, então a velocidade com que o jogo flui, depender exclusivamente da forma com que os vaqueiros estão indo para Kansas, quanto mais rápido eles rodarem o caminho até lá, mais rápido a partida se torna.

A área de cada jogador, cheia de informações.

No final do jogo, várias coisas vão dar pontos aos jogadores, e no final quem tiver mais pontos é o Rei do Gado.

Great Western Trail não é um jogo de regras complicadas, mas é daquelas experiências em que a cada vez que você joga, vai tentar se superar, tentando estratégias diferentes e melhorando a cada partida.

Ainda prefiro o Mombasa entre os pesados do Pfister, mas acho que com mais partidas, a tendência é que fique difícil decidir qual o melhor (na dúvida, tenha os dois).

Os vaqueiros se cruzam bastante pelo caminho até Kansas City.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

TOP 5 : Diversão Offline

Khan, do amigo Lucas Ribeiro, não consegui jogar.

Esse ano no Diversão Offline a oferta de jogos prontos era absurda, mesmo assim a oferta de protótipos e jogos de autores nacionais conseguia fazer frente, então eu preferi jogar apenas essa segunda categoria (deixando os jogos "prontos" para jogar em casa depois).

Mesmo com dois dias de evento, ainda assim ficou difícil jogar tudo, eu acabei dando preferência para os jogos mais rápidos, com isso ficaram de fora jogos LINDOS como o Grasse, o Triora, o Khan e o Papertown (mas que estão já na fila para serem jogados).

Então foquei em jogos rápidos, que meu "player 2" pudesse jogar também, e basicamente só joguei no domingo (o primeiro dia ficou para fazer social), e aqui estão os 5 que eu consegui :

UNFAIRY
Guilherme Marques

Unfairy é um card-game onde os jogadores são personagens coadjuvantes dos contos de fadas juntando gemas para ficaram fortes para derrotarem certas criaturas para ganharem certa notoriedade dentro das histórias.

Como falei pro autor, o jogo precisa de ajustes, acho que ele está demorando por conta daquela pegada "pernada no líder" que faz o jogo se estender muito mais do que precisa.

Tem jogo ali, vi uma galera se divertindo nas partidas, mas acho que pode melhorar um bocado ainda.

TOTEMINIONS
Daniel de Sant'anna / Leandro Pinto

Em ToteMinions os jogadores são raças de criaturas que usam dados para dominar territórios e reinarem soberanos depois que todos os seus inimigos são derrotados.

Ele é um jogo de destreza, que usa petelecos para os ataques e pontos de ação para as rodadas.

O jogo está muito divertido, praticamente pronto (e já assinado com a RedBox) e vai ser uma daquelas boas opções de jogo rápido e divertido.


MEGA RACE
Leandro Maciel

Esse foi o preferido do Arthur durante o evento, ele é um jogo de tile-placement bem ao estilo "corrida maluca", onde na sua jogada você usa cartas de movimentos, conforme vai abrindo as cartinhas, vai colocando tiles que tem efeitos pra partida e além disso pode usar cartinhas especiais para dar aquela pernada nos amiguinhos.

Esse é outro jogo que está com a mecânica prontinha, só falta dar uma caprichada na arte e botar pra rodar mais pelos eventos da vida.

SEREIAS
Jorge Luis Rocha

As Sereias estão formando bandas e como são muito vaidosas, cada banda quer atrair mais e mais almas de marinheiros para o seu grupo, mas toda a atenção com os caçadores é importante para elas não ficarem desfalcadas.

Essa é a premissa desse card-game bonitinho onde cada sereia tem uma cor, e você precisa de força para conseguir pegar as cartas de embarcação que vão passando pelos recifes, sempre tomando cuidado e tentando se proteger dos navios caçadores.

O Sereias está precisando de uns ajustes finos, mas ele tá com o tema bacana (adorei as cartinhas de poder, super condizentes com o tema), a duração, enfim, o Jorge tá no caminho certo com ele.


TESEU

Éderson Ayres

Em Teseu, os deuses resolveram fazer uma competição entre os heróis para mais uma vez derrotarem o Minotauro dentro de seu labirinto, mas agora as coisas estão um pouco piores!

O protótipo apresentado pelo Éderson foi de encher os olhos, todo cortado em mdf, tinha um "mecanismo" para as paredes do tabuleiro andarem muito inteligente e funcional dentro do jogo, mas nada disso valeria a pena se o jogo não funcionasse... E funciona.

O jogo é simples, você precisa ir ao centro do labirinto, pegar uma chave, voltar para o seu ponte de partida e pegar a arma que vai matar o Minotauro, e para isso você seleciona uma ação especial por rodada e tem três pontos de movimento.

A área de protótipos não parou em nenhum momento.

Pra mim foi o destaque do evento, e se o Éderson conseguir passar a ideia do MDF para o card-board, ele tem um produto de qualidade pronto pro mercado.

Além desses e dos citados lá em cima ficaram de fora MUITA coisa que eu gostaria de ter jogado, e para isso eu deixo minha dica para os designers, façam versões compactas para apresentação, explica o "lore", o jogo, duas rodadas (se muito) e próxima leva de jogadores, as chances de vocês passarem o jogo de vocês para muito mais pessoas assim é muito maior.

De todas as formas, foi ótimo ver a quantidade de ideias boas rodando pelas mesas, e o público disposto a sentar, jogar e opinar em jogos que estão (algumas vezes) longe do produto final, isso só ajuda ao hobby.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diversão Offline : Dois dias de felicidade!


Mais de 2500 pessoas em dois dias. Um recorde.

Essa semana vocês vão ficar abarrotados de matérias sobre o Diversão Offline 2017, maior evento de jogos do país, falando dos lançamentos, com entrevistas e tals, então pra tentar ser um pouco diferente, vou passar para vocês a minha impressão do evento, prós e contras, enfim, uma parada mais pessoal.

Foram dois dias com mais de duas mil e quinhentas pessoas passando pelos dois andares, e todas sem exceção super participativas, foi difícil ver mesas vazias desde a área de protótipos (esse ano com o selo do pessoal do Catarse), mesas non-stop de RPG e torneios de card-games.

A galera super simpática da Geek Carioca.

A galera da Geek Carioca mais uma vez estava presente, aliás, onipresente, pois era impossível não vê-los rodando os estandes, falando com as pessoas, dando suporte sempre que necessário em todos os sentidos, os caras são nota 1000.


Falando das editoras agora, quase todas estavam lá, cada uma com seu espaço, apresentando jogos, dando super atenção a quem passava, quem não pode vir ou não deu bola para o evento (ainda), com certeza vai ficar com aquele gostinho de que podia ter participado da maior vitrine desse nosso querido "mundinho".

A área Catarse de Protótipos, cheia o tempo todo!

E foi muito bacana conhecer pessoalmente uma galera que a gente troca ideia a tanto tempo e nunca tinha se visto, não vou ficar citando nome porque vou esquecer de alguém, mas veio povo de São Paulo, do Sul do país, do Norte/Nordeste, caravana de Nova Iguaçu. Foi legal demais!

Tenho que separar uma parte especial desse relato para falar da Galápagos Jogos. Foi a primeira vez que eles realmente vieram ao Diversão Offline, e cara, hoje a presença deles em qualquer evento voltado para os jogos é imprescindível.

 As palestras, sempre foram um ponto alto do evento.

A sala deles era fechada, você tinha que deixar celular na porta para não tirar fotos, e eles marcavam hora para jogar as bombas nos nossos colos, o povo DELIROU com os anúncios do Star Wars : Rebellion, do Twilight Imperium 4th ed., das expansões do Arcadia Quest (Inferno e Pets) dentre outras.

E tudo feito com um profissionalismo que mostrou que nós brasileiros ainda estamos realmente engatinhando nessa história de CON, e que à partir desse fim de semana, só se pode andar pra frente, não dá mais para chamar qualquer reunião de EVENTO.

O sempre simpático Sérgio Halaban.

A Conclave também foi outra que vale menção especial, os caras vieram direto da GenCON para o Diversão Offline cheio de histórias, uma bolsa gigante de novidades, e fizeram um bate-papo muito legal sobre as diferenças de lá e daqui, mas mostrando que sim, um dia dá pra chegar lá (espero que mais rápido, já não sou nenhum garoto mais).

Curiosades do evento, um estande da Ventania Tattoo Studio que NÃO PAROU de fazer o "barulhinho" das máquinas o tempo todo, se eu tivesse que apostar, nunca iria dizer que eles fariam tanto sucesso.

Os amigos do Meeple Maniacs falando com a Galápagos.

Outro estande bacana demais foi o do pessoal da Mitra Criação que estava com um Jenga gigante que foi uma das atrações do evento e toda vez que caia fazia um barulhão que era prontamente respondido com um "EEEEEEEE!" da galera.

Mas nem tudo foi 100%, mais uma vez a parte de alimentação deixou a desejar, mas a galera da Geek Carioca falou que o grande entrave são exigências do próprio Espaço Sulamérica, isso é ruim pois o espaço é perfeito pro evento, mas com essas imposições que eles fazem para que possam entrar foodtrucks ou outros tipos de vendedores de alimentos, a galera fica muito sem opção.

 O Jenga gigante da Mitra, sucesso!

Mas no final, o saldo não poderia ter sido mais positivo, teve exposição da Globo NEWS, praticamente todos os blogs, vlogs, youtubers, podcasts relevantes estavam cobrindo o evento e fazendo um puta barulho (vão precisar caprichar mais na Sala de Imprensa ano que vem) fizeram desse Diversão Offline um marco, um Ponto Zero para o movimento aqui no Brasil crescer ainda mais.

Em março teremos pela primeira vez uma edição em São Paulo (a do Rio em Agosto também está confirmada), e esperamos que essa divisão em dois eventos anuais não quebre o ritmo e venha acrescentar e não mandar por água abaixo tudo que foi conquistado nesses três anos.

No final de dois dias, muitas lembranças!!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Diversão Offline 2017 : O que esperar?

Ano passado já foi cheio, a previsão é que tenhamos
ainda mais gente em 2017.

Prestes a se consolidar como o maior evento de board games do país, o Diversão Offline desse ano está aí para mais um ano e dessa vez vem cheio de novidades e nós vamos falar um pouco do que esperamos para o evento.

DOIS DIAS DE EVENTO

Pra começar o que todo mundo pediu ano passado foi atendido, teremos DOIS dias de evento, então a galera que aparecer pelos salões do Sulamérica pode ver as atrações com calma, sentar nas mesas que querem jogar, sabendo que vão ter mais tempo para curtir o evento.

Pra mim, que pretendo jogar protótipos, novidades das editoras, falar com a galera, esse aumento de tempo foi uma adição mais que desejada e vai ser muito bem aproveitada.

A Galápagos costuma caprichar nos seus espaços.

"MAJORS" FINALMENTE PRESENTES

Outro grande ponto positivo desse ano é a real presença das maiores empresas de jogos, a Grow (com um estande no primeiro andar) e a Galápagos (que pegou uma sala enorme no mezanino).

Com o lançamento do Castles of Burgundy, a Grow vem mostrar que ainda está atuante no cenário dos jogos de tabuleiro moderno, prometendo também ainda o San Juan e o Broom Service. Vai ser legal trocar uma ideia com eles.

Grow vai mostrar o que tem de novo pra gente!

E a Galápagos hoje é "A" empresa de jogos de tabuleiro no país. Representando nada menos que a Fantasy Flight, todos os jogos que eles anunciam são sempre cercados de muita expectativa, e como tá rolando a GenCON lá fora, vamos ficar antenados para ver o que eles pretendem trazer para cá no restante do ano e em 2018.

MUITAS EDITORAS COM NOVIDADES

Por ser o grande evento nacional, muitas editoras estão vindo trazendo títulos novos para serem apresentados, coisa de autores brasileiros, representações de jogos lá de fora, e a galera sempre disposta a trocar uma ideia com os jogadores e fãs dos jogos.

Como habitual, esse bate papo acaba sendo um dos pontos altos do evento. É legal conhecer pessoalmente uma galera que você só costuma falar pelas mídias sociais.

 Três dos jogos da Mansão que vão estar no evento.

PROTÓTIPOS E JOGOS PRESTES A SAIR

E finalmente pra mim o ponto alto desse evento, a oportunidade de jogar protótipos, conversar com os autores, ver o que tá rolando nas pequenas editoras e nos jogos que ainda estão procurando um lugar ao sol.

Já estou mirando pra jogar o Geopolitcs, o Toteminions, o Grasse, os jogos da galera da Mansão dos Jogos (que mesmo sendo parceiros, ainda não consegui jogar tudo), ver o que teremos de surpresa no Salão Catarse de Protótipos, efim, vão ser dois dias para jogar e depois passar para os leitores tudo o que a gente achou de cada experiência.

Então é isso, acho que o Diversão Offline desse ano tem tudo para fazer ele entrar de vez para o calendário dos jogadores e das empresas, e a fazer com que ele cresça cada vez mais.

Tudo pronto pra fazer bonito no evento.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dwar7s : Outono


Um rigoroso invernos está chegando e os anões precisam coletar gemas para com isso trocar por comida para alimentar os cidadãos do seu reino, mas os anões são muito competitivos, então os reinos estão em disputa para que o seu consiga mais que os outros.

Essa é a premissa do divertido Dwar7s, criação e arte (linda por sinal) do amigo Luis Brueh e que foi lançado aqui no Brasil (depois de um financiamento coletivo de muito sucesso lá fora) pela Mandala Jogos.

Em Dwar7s cada jogador está responsável por um reino formado por tiles, no início da partida recebemos 9 cartas que são iguais para todos e a cada rodada temos 3 ações para realizar entre colocar tiles, colocar anões e andar com os anões.

As cartas de gemas e objetivos a serem conquistados.

Cada tile tem uma função diferente, alguns servem para minerarmos as gemas para mais tarde trocarmos por objetivos, outros servem para que seja feita essa troca, outros para comprarmos cartas dos Ogres (que servem para atrapalhar os amiguinhos), temos o Castelo de cada reino (que garante uma ação à mais para o jogador), mas além das coisas boas ainda temos dois tiles de monstro que servem para atazanar a vida dos anões.

Um dos tiles é o gigante de gelo, que pela proximidade do inverno, está acordando e impede o reino que ele está de ter a ação extra do Castelo, e o outro é o Dragão, que ao contrário do Gigante está indo hibernar e acaba se metendo pelas minas do reino, evitando assim que elas produzam.

Os reinos sendo criados.

A ação de colocar os anões servem para que os tiles funcionem, então depois da fase das três ações, os tiles que tiverem anões suficientes para serem executados, dão os benefícios descritos.

Dwar7s não uma quantidade de turnos pré-definida, e o jogo dispara seu final assim que o primeiro jogador completar três objetivos, assim os pontos são contados pelos objetivos realizados, cartas de gemas não usadas, monstros derrotados e quem tiver a maior pontuação ganha.

Eu achei o Dwar7s um jogo bacana, ele é leve, mas tem aqueles botes que fazem você ficar ligado no jogo o tempo todo, a arte do Luis ajuda muito e ele entra naquela linha de jogos de caixinha pequena bom pra levar em fins de semana com os amigos.

Arte caprichada para um jogo divertido.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Café Express


Num Oeste distópico, o café é o bem mais precioso, mas uma praga acabou com quase todas as plantações, e apenas três grãos foram salvos para recomeçarem o plantio, mas claro que uma carga tão preciosa cruzando de trem por aí iria acabar chamando atenção de bandidos.

No Café Express dois jogadores tomam parte, um será a Xerife disposta a dar sua vida para proteger a carga de café, e o outro o ambicioso bandido que fará de tudo para conseguir se apossar dos grãos.

O jogo tem como mecânica principal o gerenciamento de mão, mas o Kevin e a Samanta Talarico conseguiram fazer isso de uma forma muito criativa e diferente.

Os vagões do trem e seu precioso "ouro negro".

Os jogadores tem a disposição três cartas com duas ações, uma de fora de lei e a outra da Xerife, na sua rodada escolhemos uma carta, revelamos simultaneamente e alternando o jogador inicial para cada turno, realizamos a ação indicada.

O diferencial do Café Express é que a carta usada na rodada, é entregue ao adversário, que agora tem uma nova opção de ação para os turnos seguintes.

Além disso, cada jogador pode "montar" uma carta especial, dispondo de 4 ações onde podemos escolher uma combinação com duas para aquela partida.

As cartinhas, com uma ação para cada jogador,
que vão as revezando.

O Xerife tem 20 rodadas para impedir que o bandido consiga se apoderar dos três grãos de café, e esse por sua vez, precisa antes de terminar esse tempo, conseguir roubar a preciosa carga de dentro dos vagões do trem.

Ainda no decorrer dessas 20 rodadas, existem 3 momentos (na rodada 5, 10 e 15) onde entram cartas de evento, uma para ajudar à Xerife, uma que ajuda ao bandido e uma neutra, que dá um toque de imprevisibilidade ao jogo.

As cartas de ação especial para dar uma apimentada no jogo.

Eu tive a oportunidade de jogar o Café Express no último The Meeple e fiquei bem feliz com o resultado do jogo, é um jogo leve, de 20 minutos, que diverte, tem sua dose de estratégia e um tema bem diferente, o que tá virando marca registrada da dupla Kevin e Samanta (autores do divertido Cartas a Vapor).

O jogo ainda está na fase de apresentação pelos eventos, e em breve entra em Financiamento Coletivo pela galera da Potato Cat e se você ainda não jogou, vale a pena ficar de olho que ele vai pintar num evento perto de você logo logo!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

TOP 3 : Controle de Área

Controle de área deve ser a mecânica que eu mais gosto entre todas, as disputas pela soberania de determinado espaço, os botes e as pernadas que geralmente tem nesses jogos fazem deles jogos com bastante marcação, interação e comprometimento dos jogadores prestando atenção em todos os movimentos dos adversários.

Pensando neles, elegi três que eu tenho que indicar para vocês, e embora infelizmente nenhum deles esteja disponível no Brasil (embora um já tenha sido anunciado), vale a pena conhecê-los caso tenham oportunidade.


Chaos in the Old World é um jogo onde o controle de área é importante para algumas ração, mas é fundamental para todas, pois as que não precisam de controle, precisam dar porrada nas outras, então o mapa central é uma carnificina só.

Ele tem outros elementos como controle de mão de cartas, pontos de ação, poderes variáveis, mas a parte de controle de área dele é bem importante no decorrer da partida.


Esse é uma pérola do mestre Wolfgang Kramer, um controle de área "raiz" onde os jogadores disputam terreno palmo a palmo, tem que pensar muito a melhor hora de construir suas barracas e subir os templos (principalmente a hora de fechar esses tiles).

No Tikal o downtime é daquele mega, um dos poucos motivos pra ele não ser o topo da lista de controles de área, mas ainda assim é um jogo que beira a perfeição no estilo.

Esse ano ele está ganhando um relançamento caprichado e a Conclave deve trazer o jogo para o Brasil. Vamos ficar na torcida.


O primeiro nesse TOP3 é também o meu TOP1 de todos os tempos, El Grande.

Também cria do Kramer, esse é um jogo perfeito na minha opinião, tudo nele tem a dose certa, até mesmo o caos envolvido em algumas ações e a sorte nas cartas de ação.

A forma como ele se desenvolve, o posicionamento dos cubos no mapa, o leilão pela ordem de jogo, cara, até o manual do jogo é sem falhas!

Nos 20 anos, novo castelo, meeples e um Rei roxo!

Um dos grandes trunfos do El Grande também é a facilidade com que o jogo é explicado, e a simplicidade com que ele é jogado e numa mesa de jogadores mais cascudos, as partidas são disputadas cubo a cubo.

Ele em 2015 comemorou 20 anos com um box cheio de coisas legais como outras expansões, artes novas, meeples substituindo os cubos, e ainda é tranquilo conseguir importar essa versão e mesmo depois de tantos anos, ainda é o rei dos jogos de controle de área.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cacao


Cacao é um tile-placement do Phil Walker-Harding (mesmo criador do Imhotep e Bärenpark), onde somos chefes de tribos recolhendo esse fruto pela floresta e vendendo nos mercados para conseguirmos mais ouro no final.

No jogo temos tiles de cada tribo (três abertos disponíveis e uma pilha de compra), e tiles comuns (sempre com duas ações abertas). Nos tiles da tribos temos nos quatro lados, um número de trabalhadores que iremos utilizar ao serem colocados ortogonalmente aos tiles comuns.

Na área de cada tribo o nível de água, e os três tiles para usar.

Nesses tiles é que estão as ações do jogo : recolher cacao, minerar atrás de ouro, vender o cacao para outros mercados, ter a dominância nos templos, aumentar o nível de irrigação da sua tribo e conseguir os locais de adoração ao sol.

Um dos baratos do Cacao é que ele vai formando um padrão de tiles, então sempre os tiles comuns são ladeados pelos de tribos, então a cada vez que você coloca uma peça sua, ela ativa alguma ação.

Outra coisa bacana, é que toda ver que dois tiles de tribo ficam diagonais umas as outras sem uma peça de ação, é mandatório coloca-la, então a visualização da melhor hora de fazer isso, de forma a beneficiar mais a você do que aos seus adversários é muito importante.

O jogo perto do final fica um padrão bem bonito.

Quando os jogadores acabarem com todos os seus tiles, o jogo termina e a pontuação é realizada baseada no nível de irrigação, a quantidade de ouro na mão e a presença nos templos do tabuleiro. Quem tiver o maior somatório de pontos, leva.

Eu curti o Cacao, é um jogo leve, joga-se em 30 minutos na boa, graficamente é bonito e a Devir acaba de trazer ele para o Brasil, então, pode ser uma boa aquisição para sua coleção de jogos casuais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Strasbourg


Lançado em 2011 pelo grande Stefan Feld, Strasbourg é um jogo basicamente de leilão, onde os jogadores são importantes famílias do Século XV tentando influenciar as Guildas de Artesãos além do Clero e da Monarquia para conseguir mais prestígio que as outras famílias.

O jogo roda durante 5 turnos, em cada um desses turnos temos 7 leilões, mas o grande barato do Strasbourg é justamente como funciona esse leilão.

Os jogadores recebem um deck de 24 que variam de 1 a 6 pontos de influência, no início de cada turno os jogadores vão comprando carta a carta até estarem satisfeitos para os leilões daquele turno.

A cada turno, uma série de leilões são efetuados.

Uma vez escolhidas as cartas, essas são separadas em pilhas que não podem ser mexidas (mas podem ser consultadas sempre pelo jogador) e que servirão como a influência que você vai usar nos leilões.

Vale ressaltar que as cartas são aquelas para o jogo todo, então esse planejamento é muito importante, é sabido que você não vai conseguir participar de alguns dos leilões, então focar na sua estratégia para ganhar aquele leilão pontual, é muito importante.

Basicamente você tem um primeiro leilão de influência do Clero + Corte, depois alternam-se 3 leilões das Guildas (são 5 Guildas distintas, então tem rodadas em que alguma não aparece), e 3 leilões para venda de produtos no mercado (para conseguir dinheiro).

Você separa as cartas de influência para dar os lances.

Os leilões dão direito a colocar seus familiares na cidade, e prédios/catedrais que dão pontos no final da partida, e após os 5 turnos do jogo vem a pontuação final que vai definir a família com mais prestígio entre todas.

Strasbourg é um típico jogo do Stefan Feld, com engenhocas para pontuar, um sistema bem inteligente de leilãoe em que você curte a jogatina e demora pouco mais de uma hora na partida, o único ponto ruim dele, é que é difícil de encontrar, mas se você conseguir sentar para uma partidinha, vale muito a pena.

Ainda vai colocando a sua família espalhada pela cidade.