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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Notre Dame


Outro jogão do Stefan Feld completando 10 anos em 2017 e que eu (apesar de amar) ainda não tinha escrito nada sobre ele é o Notre Dame.

Situado no final do século XIV, os jogadores são chefes de famílias proeminentes da França disputando poder e prestígio cuidando do seu bairro ao entorno da belíssima catedral que dá nome ao jogo.

O jogo é dividido em três fases com três odadas cada uma, onde selecionamos três cartas do nosso deck, e fazemos um draft com os outros jogadores e ao final teremos três cartas e realizaremos as ações de duas delas.

Cada bairro tem seus locais de ação e no centro a Catedral.

São nove ações possíveis, que estão diretamente relacionadas ao nosso bairro e a Catedral, e para todas eles precisamos pegar cubos que estão no pool de influência, colocamos no local indicado e realizamos a ação na hora.

Uma das grandes sacadas no Notre Dame é justamente essa colocação de influência, pois em cada espaço que vamos colocando é observado se já existiam outros cubos colocados previamente, e isso faz com que a ação realizada fique melhor.

As cartas de ação, das três, você só usa duas por rodada.

Depois de fecharmos os três turnos de cada fase temos a oportunidade de subornar um personagem do jogo. Esse é outro barato do jogo, pois essas cartas tem uns poderes interessantes para o decorrer da partida e como são divididas para cada umas das três fases, elas vão te proporcionar coisas bem boas para situações que você deve estar enfrentando (como praga, falta de dinheiro ou dar aquele aumento de pontos).

Ao final de cada fase vem a praga, o nível de ratos no seu bairro aumenta, e se ele chega a um determinado ponto, você começa a perder prestígio (que são os pontos de vitória) e cubos, mas uma estratégia inteligente pode fazer você tirar proveito até mesmo das adversidades do jogo.

Além das cartas de ação, os personagens que dão benefícios.

No final das três fases, o jogador com mais pontos de prestígio leva a partida.

Notre Dame é daqueles jogos que servem como lição de design, tudo nele funciona de forma fluida e da mesma forma apertada, então jogar ele é bem fácil, mas jogar ele direito é um daqueles desafios que o Stefan Feld sabe fazer muito bem.

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