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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diversão Offline : Dois dias de felicidade!


Mais de 2500 pessoas em dois dias. Um recorde.

Essa semana vocês vão ficar abarrotados de matérias sobre o Diversão Offline 2017, maior evento de jogos do país, falando dos lançamentos, com entrevistas e tals, então pra tentar ser um pouco diferente, vou passar para vocês a minha impressão do evento, prós e contras, enfim, uma parada mais pessoal.

Foram dois dias com mais de duas mil e quinhentas pessoas passando pelos dois andares, e todas sem exceção super participativas, foi difícil ver mesas vazias desde a área de protótipos (esse ano com o selo do pessoal do Catarse), mesas non-stop de RPG e torneios de card-games.

A galera super simpática da Geek Carioca.

A galera da Geek Carioca mais uma vez estava presente, aliás, onipresente, pois era impossível não vê-los rodando os estandes, falando com as pessoas, dando suporte sempre que necessário em todos os sentidos, os caras são nota 1000.


Falando das editoras agora, quase todas estavam lá, cada uma com seu espaço, apresentando jogos, dando super atenção a quem passava, quem não pode vir ou não deu bola para o evento (ainda), com certeza vai ficar com aquele gostinho de que podia ter participado da maior vitrine desse nosso querido "mundinho".

A área Catarse de Protótipos, cheia o tempo todo!

E foi muito bacana conhecer pessoalmente uma galera que a gente troca ideia a tanto tempo e nunca tinha se visto, não vou ficar citando nome porque vou esquecer de alguém, mas veio povo de São Paulo, do Sul do país, do Norte/Nordeste, caravana de Nova Iguaçu. Foi legal demais!

Tenho que separar uma parte especial desse relato para falar da Galápagos Jogos. Foi a primeira vez que eles realmente vieram ao Diversão Offline, e cara, hoje a presença deles em qualquer evento voltado para os jogos é imprescindível.

 As palestras, sempre foram um ponto alto do evento.

A sala deles era fechada, você tinha que deixar celular na porta para não tirar fotos, e eles marcavam hora para jogar as bombas nos nossos colos, o povo DELIROU com os anúncios do Star Wars : Rebellion, do Twilight Imperium 4th ed., das expansões do Arcadia Quest (Inferno e Pets) dentre outras.

E tudo feito com um profissionalismo que mostrou que nós brasileiros ainda estamos realmente engatinhando nessa história de CON, e que à partir desse fim de semana, só se pode andar pra frente, não dá mais para chamar qualquer reunião de EVENTO.

O sempre simpático Sérgio Halaban.

A Conclave também foi outra que vale menção especial, os caras vieram direto da GenCON para o Diversão Offline cheio de histórias, uma bolsa gigante de novidades, e fizeram um bate-papo muito legal sobre as diferenças de lá e daqui, mas mostrando que sim, um dia dá pra chegar lá (espero que mais rápido, já não sou nenhum garoto mais).

Curiosades do evento, um estande da Ventania Tattoo Studio que NÃO PAROU de fazer o "barulhinho" das máquinas o tempo todo, se eu tivesse que apostar, nunca iria dizer que eles fariam tanto sucesso.

Os amigos do Meeple Maniacs falando com a Galápagos.

Outro estande bacana demais foi o do pessoal da Mitra Criação que estava com um Jenga gigante que foi uma das atrações do evento e toda vez que caia fazia um barulhão que era prontamente respondido com um "EEEEEEEE!" da galera.

Mas nem tudo foi 100%, mais uma vez a parte de alimentação deixou a desejar, mas a galera da Geek Carioca falou que o grande entrave são exigências do próprio Espaço Sulamérica, isso é ruim pois o espaço é perfeito pro evento, mas com essas imposições que eles fazem para que possam entrar foodtrucks ou outros tipos de vendedores de alimentos, a galera fica muito sem opção.

 O Jenga gigante da Mitra, sucesso!

Mas no final, o saldo não poderia ter sido mais positivo, teve exposição da Globo NEWS, praticamente todos os blogs, vlogs, youtubers, podcasts relevantes estavam cobrindo o evento e fazendo um puta barulho (vão precisar caprichar mais na Sala de Imprensa ano que vem) fizeram desse Diversão Offline um marco, um Ponto Zero para o movimento aqui no Brasil crescer ainda mais.

Em março teremos pela primeira vez uma edição em São Paulo (a do Rio em Agosto também está confirmada), e esperamos que essa divisão em dois eventos anuais não quebre o ritmo e venha acrescentar e não mandar por água abaixo tudo que foi conquistado nesses três anos.

No final de dois dias, muitas lembranças!!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Diversão Offline 2017 : O que esperar?

Ano passado já foi cheio, a previsão é que tenhamos
ainda mais gente em 2017.

Prestes a se consolidar como o maior evento de board games do país, o Diversão Offline desse ano está aí para mais um ano e dessa vez vem cheio de novidades e nós vamos falar um pouco do que esperamos para o evento.

DOIS DIAS DE EVENTO

Pra começar o que todo mundo pediu ano passado foi atendido, teremos DOIS dias de evento, então a galera que aparecer pelos salões do Sulamérica pode ver as atrações com calma, sentar nas mesas que querem jogar, sabendo que vão ter mais tempo para curtir o evento.

Pra mim, que pretendo jogar protótipos, novidades das editoras, falar com a galera, esse aumento de tempo foi uma adição mais que desejada e vai ser muito bem aproveitada.

A Galápagos costuma caprichar nos seus espaços.

"MAJORS" FINALMENTE PRESENTES

Outro grande ponto positivo desse ano é a real presença das maiores empresas de jogos, a Grow (com um estande no primeiro andar) e a Galápagos (que pegou uma sala enorme no mezanino).

Com o lançamento do Castles of Burgundy, a Grow vem mostrar que ainda está atuante no cenário dos jogos de tabuleiro moderno, prometendo também ainda o San Juan e o Broom Service. Vai ser legal trocar uma ideia com eles.

Grow vai mostrar o que tem de novo pra gente!

E a Galápagos hoje é "A" empresa de jogos de tabuleiro no país. Representando nada menos que a Fantasy Flight, todos os jogos que eles anunciam são sempre cercados de muita expectativa, e como tá rolando a GenCON lá fora, vamos ficar antenados para ver o que eles pretendem trazer para cá no restante do ano e em 2018.

MUITAS EDITORAS COM NOVIDADES

Por ser o grande evento nacional, muitas editoras estão vindo trazendo títulos novos para serem apresentados, coisa de autores brasileiros, representações de jogos lá de fora, e a galera sempre disposta a trocar uma ideia com os jogadores e fãs dos jogos.

Como habitual, esse bate papo acaba sendo um dos pontos altos do evento. É legal conhecer pessoalmente uma galera que você só costuma falar pelas mídias sociais.

 Três dos jogos da Mansão que vão estar no evento.

PROTÓTIPOS E JOGOS PRESTES A SAIR

E finalmente pra mim o ponto alto desse evento, a oportunidade de jogar protótipos, conversar com os autores, ver o que tá rolando nas pequenas editoras e nos jogos que ainda estão procurando um lugar ao sol.

Já estou mirando pra jogar o Geopolitcs, o Toteminions, o Grasse, os jogos da galera da Mansão dos Jogos (que mesmo sendo parceiros, ainda não consegui jogar tudo), ver o que teremos de surpresa no Salão Catarse de Protótipos, efim, vão ser dois dias para jogar e depois passar para os leitores tudo o que a gente achou de cada experiência.

Então é isso, acho que o Diversão Offline desse ano tem tudo para fazer ele entrar de vez para o calendário dos jogadores e das empresas, e a fazer com que ele cresça cada vez mais.

Tudo pronto pra fazer bonito no evento.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Dwar7s : Outono


Um rigoroso invernos está chegando e os anões precisam coletar gemas para com isso trocar por comida para alimentar os cidadãos do seu reino, mas os anões são muito competitivos, então os reinos estão em disputa para que o seu consiga mais que os outros.

Essa é a premissa do divertido Dwar7s, criação e arte (linda por sinal) do amigo Luis Brueh e que foi lançado aqui no Brasil (depois de um financiamento coletivo de muito sucesso lá fora) pela Mandala Jogos.

Em Dwar7s cada jogador está responsável por um reino formado por tiles, no início da partida recebemos 9 cartas que são iguais para todos e a cada rodada temos 3 ações para realizar entre colocar tiles, colocar anões e andar com os anões.

As cartas de gemas e objetivos a serem conquistados.

Cada tile tem uma função diferente, alguns servem para minerarmos as gemas para mais tarde trocarmos por objetivos, outros servem para que seja feita essa troca, outros para comprarmos cartas dos Ogres (que servem para atrapalhar os amiguinhos), temos o Castelo de cada reino (que garante uma ação à mais para o jogador), mas além das coisas boas ainda temos dois tiles de monstro que servem para atazanar a vida dos anões.

Um dos tiles é o gigante de gelo, que pela proximidade do inverno, está acordando e impede o reino que ele está de ter a ação extra do Castelo, e o outro é o Dragão, que ao contrário do Gigante está indo hibernar e acaba se metendo pelas minas do reino, evitando assim que elas produzam.

Os reinos sendo criados.

A ação de colocar os anões servem para que os tiles funcionem, então depois da fase das três ações, os tiles que tiverem anões suficientes para serem executados, dão os benefícios descritos.

Dwar7s não uma quantidade de turnos pré-definida, e o jogo dispara seu final assim que o primeiro jogador completar três objetivos, assim os pontos são contados pelos objetivos realizados, cartas de gemas não usadas, monstros derrotados e quem tiver a maior pontuação ganha.

Eu achei o Dwar7s um jogo bacana, ele é leve, mas tem aqueles botes que fazem você ficar ligado no jogo o tempo todo, a arte do Luis ajuda muito e ele entra naquela linha de jogos de caixinha pequena bom pra levar em fins de semana com os amigos.

Arte caprichada para um jogo divertido.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Café Express


Num Oeste distópico, o café é o bem mais precioso, mas uma praga acabou com quase todas as plantações, e apenas três grãos foram salvos para recomeçarem o plantio, mas claro que uma carga tão preciosa cruzando de trem por aí iria acabar chamando atenção de bandidos.

No Café Express dois jogadores tomam parte, um será a Xerife disposta a dar sua vida para proteger a carga de café, e o outro o ambicioso bandido que fará de tudo para conseguir se apossar dos grãos.

O jogo tem como mecânica principal o gerenciamento de mão, mas o Kevin e a Samanta Talarico conseguiram fazer isso de uma forma muito criativa e diferente.

Os vagões do trem e seu precioso "ouro negro".

Os jogadores tem a disposição três cartas com duas ações, uma de fora de lei e a outra da Xerife, na sua rodada escolhemos uma carta, revelamos simultaneamente e alternando o jogador inicial para cada turno, realizamos a ação indicada.

O diferencial do Café Express é que a carta usada na rodada, é entregue ao adversário, que agora tem uma nova opção de ação para os turnos seguintes.

Além disso, cada jogador pode "montar" uma carta especial, dispondo de 4 ações onde podemos escolher uma combinação com duas para aquela partida.

As cartinhas, com uma ação para cada jogador,
que vão as revezando.

O Xerife tem 20 rodadas para impedir que o bandido consiga se apoderar dos três grãos de café, e esse por sua vez, precisa antes de terminar esse tempo, conseguir roubar a preciosa carga de dentro dos vagões do trem.

Ainda no decorrer dessas 20 rodadas, existem 3 momentos (na rodada 5, 10 e 15) onde entram cartas de evento, uma para ajudar à Xerife, uma que ajuda ao bandido e uma neutra, que dá um toque de imprevisibilidade ao jogo.

As cartas de ação especial para dar uma apimentada no jogo.

Eu tive a oportunidade de jogar o Café Express no último The Meeple e fiquei bem feliz com o resultado do jogo, é um jogo leve, de 20 minutos, que diverte, tem sua dose de estratégia e um tema bem diferente, o que tá virando marca registrada da dupla Kevin e Samanta (autores do divertido Cartas a Vapor).

O jogo ainda está na fase de apresentação pelos eventos, e em breve entra em Financiamento Coletivo pela galera da Potato Cat e se você ainda não jogou, vale a pena ficar de olho que ele vai pintar num evento perto de você logo logo!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

TOP 3 : Controle de Área

Controle de área deve ser a mecânica que eu mais gosto entre todas, as disputas pela soberania de determinado espaço, os botes e as pernadas que geralmente tem nesses jogos fazem deles jogos com bastante marcação, interação e comprometimento dos jogadores prestando atenção em todos os movimentos dos adversários.

Pensando neles, elegi três que eu tenho que indicar para vocês, e embora infelizmente nenhum deles esteja disponível no Brasil (embora um já tenha sido anunciado), vale a pena conhecê-los caso tenham oportunidade.


Chaos in the Old World é um jogo onde o controle de área é importante para algumas ração, mas é fundamental para todas, pois as que não precisam de controle, precisam dar porrada nas outras, então o mapa central é uma carnificina só.

Ele tem outros elementos como controle de mão de cartas, pontos de ação, poderes variáveis, mas a parte de controle de área dele é bem importante no decorrer da partida.


Esse é uma pérola do mestre Wolfgang Kramer, um controle de área "raiz" onde os jogadores disputam terreno palmo a palmo, tem que pensar muito a melhor hora de construir suas barracas e subir os templos (principalmente a hora de fechar esses tiles).

No Tikal o downtime é daquele mega, um dos poucos motivos pra ele não ser o topo da lista de controles de área, mas ainda assim é um jogo que beira a perfeição no estilo.

Esse ano ele está ganhando um relançamento caprichado e a Conclave deve trazer o jogo para o Brasil. Vamos ficar na torcida.


O primeiro nesse TOP3 é também o meu TOP1 de todos os tempos, El Grande.

Também cria do Kramer, esse é um jogo perfeito na minha opinião, tudo nele tem a dose certa, até mesmo o caos envolvido em algumas ações e a sorte nas cartas de ação.

A forma como ele se desenvolve, o posicionamento dos cubos no mapa, o leilão pela ordem de jogo, cara, até o manual do jogo é sem falhas!

Nos 20 anos, novo castelo, meeples e um Rei roxo!

Um dos grandes trunfos do El Grande também é a facilidade com que o jogo é explicado, e a simplicidade com que ele é jogado e numa mesa de jogadores mais cascudos, as partidas são disputadas cubo a cubo.

Ele em 2015 comemorou 20 anos com um box cheio de coisas legais como outras expansões, artes novas, meeples substituindo os cubos, e ainda é tranquilo conseguir importar essa versão e mesmo depois de tantos anos, ainda é o rei dos jogos de controle de área.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cacao


Cacao é um tile-placement do Phil Walker-Harding (mesmo criador do Imhotep e Bärenpark), onde somos chefes de tribos recolhendo esse fruto pela floresta e vendendo nos mercados para conseguirmos mais ouro no final.

No jogo temos tiles de cada tribo (três abertos disponíveis e uma pilha de compra), e tiles comuns (sempre com duas ações abertas). Nos tiles da tribos temos nos quatro lados, um número de trabalhadores que iremos utilizar ao serem colocados ortogonalmente aos tiles comuns.

Na área de cada tribo o nível de água, e os três tiles para usar.

Nesses tiles é que estão as ações do jogo : recolher cacao, minerar atrás de ouro, vender o cacao para outros mercados, ter a dominância nos templos, aumentar o nível de irrigação da sua tribo e conseguir os locais de adoração ao sol.

Um dos baratos do Cacao é que ele vai formando um padrão de tiles, então sempre os tiles comuns são ladeados pelos de tribos, então a cada vez que você coloca uma peça sua, ela ativa alguma ação.

Outra coisa bacana, é que toda ver que dois tiles de tribo ficam diagonais umas as outras sem uma peça de ação, é mandatório coloca-la, então a visualização da melhor hora de fazer isso, de forma a beneficiar mais a você do que aos seus adversários é muito importante.

O jogo perto do final fica um padrão bem bonito.

Quando os jogadores acabarem com todos os seus tiles, o jogo termina e a pontuação é realizada baseada no nível de irrigação, a quantidade de ouro na mão e a presença nos templos do tabuleiro. Quem tiver o maior somatório de pontos, leva.

Eu curti o Cacao, é um jogo leve, joga-se em 30 minutos na boa, graficamente é bonito e a Devir acaba de trazer ele para o Brasil, então, pode ser uma boa aquisição para sua coleção de jogos casuais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Strasbourg


Lançado em 2011 pelo grande Stefan Feld, Strasbourg é um jogo basicamente de leilão, onde os jogadores são importantes famílias do Século XV tentando influenciar as Guildas de Artesãos além do Clero e da Monarquia para conseguir mais prestígio que as outras famílias.

O jogo roda durante 5 turnos, em cada um desses turnos temos 7 leilões, mas o grande barato do Strasbourg é justamente como funciona esse leilão.

Os jogadores recebem um deck de 24 que variam de 1 a 6 pontos de influência, no início de cada turno os jogadores vão comprando carta a carta até estarem satisfeitos para os leilões daquele turno.

A cada turno, uma série de leilões são efetuados.

Uma vez escolhidas as cartas, essas são separadas em pilhas que não podem ser mexidas (mas podem ser consultadas sempre pelo jogador) e que servirão como a influência que você vai usar nos leilões.

Vale ressaltar que as cartas são aquelas para o jogo todo, então esse planejamento é muito importante, é sabido que você não vai conseguir participar de alguns dos leilões, então focar na sua estratégia para ganhar aquele leilão pontual, é muito importante.

Basicamente você tem um primeiro leilão de influência do Clero + Corte, depois alternam-se 3 leilões das Guildas (são 5 Guildas distintas, então tem rodadas em que alguma não aparece), e 3 leilões para venda de produtos no mercado (para conseguir dinheiro).

Você separa as cartas de influência para dar os lances.

Os leilões dão direito a colocar seus familiares na cidade, e prédios/catedrais que dão pontos no final da partida, e após os 5 turnos do jogo vem a pontuação final que vai definir a família com mais prestígio entre todas.

Strasbourg é um típico jogo do Stefan Feld, com engenhocas para pontuar, um sistema bem inteligente de leilãoe em que você curte a jogatina e demora pouco mais de uma hora na partida, o único ponto ruim dele, é que é difícil de encontrar, mas se você conseguir sentar para uma partidinha, vale muito a pena.

Ainda vai colocando a sua família espalhada pela cidade.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dissecando o Sapotagem e o Pot de Vin


Lançado em 2015 pela Ace Jogos como Sapotagem e agora a Mandala Jogos vai relançar ele aqui no Brasil e lá fora sob o nome de Pot de Vin, com nova arte e algumas variações na regra, ele é um projeto dos grandes amigos Warny Marçano e Fel Barros (mesma dupla do Space Cantina).

O jogo é um card game bem no estilo vaza com um "twist" de ter um set collection agregado, que deixa ele mais interessante do que os "vaza raiz".

Os jogadores recebem uma mão de cartas e uma pilha (com a quantidade de turnos) é colocada na mesa, as cartas tem 4 cores básicas e 6 facções/famílias distintas.

Na versão brazuca, arte do grande Lucas Ribeiro.

Em cada turno uma carta da pilha central é aberta, esse é o trunfo da rodada, então os jogadores podem passar (usando uma das suas fichas que são limitadas) ou colocar uma carta da cor puxada pelo primeiro jogador, caso você não tenha essa cor, pode colocar uma da cor do trunfo ou outra qualquer.

Depois de todos os jogadores terem baixado uma carta (ou passado) o jogador com o maior valor entre as cartas do TRUNFO e COR DA RODADA, leva todas as cartas.

Aí que entra o barato do Sapotagem/Pot de Vin, você vai juntando as facções/famílias durante as rodadas, tendo de 1 a 3 cartas você tem pontos positivos, entre 4 e 6 cartas você perde pontos e com 7 ou 8 volta a ganhar pontos.

E a versão da Mandala, arte do Weberson Santiago.

Então a graça é tentar ficar naquele limiar dos pontos positivos, e percebendo isso nos outros jogadores, começar a empurrar cartas para que eles comecem a perder pontos.

A diferença básica entre as duas versões são pequenas alterações de regras, na versão da Ace temos um monte de variantes, já na da Mandala temos cartinhas novas e alguns ajustes.

Agora é só escolher a sua versão preferida.

O jogo é divertido, rápido e prático de levar nas jogatinas, churrascos e fins de semana com a família.

A versão da Ace tá aí no mercado a algum tempo, e agora está saindo junto com as outras duas caixinhas pequenas num pack bonitão, já o Pot de Vin chega pela Mandala em outubro, sendo lançado em Essen e aqui simultaneamente.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Terraforming Mars

As coisas no planeta Terra não estão boas, e o Governo Mundial resolve investir tempo e dinheiro para transformar Marte em um planeta habitável, aumentando sua temperatura, o nível de oxigênio e os oceanos, e você faz parte de uma das grandes Corporações responsáveis por esse trabalho.

Terraforming Mars é um jogo de gerenciamento de mão onde a cada rodada os jogadores vão realizando ações para aumentar os três parâmetros que já citamos para disparar o final do jogo.

No início do jogo, cada jogador recebe uma corporação, que pode ser igual para todos nas primeiras partidas, ou terem poderem diferentes conforme os jogadores vão se familiarizando com o jogo.

As cartinhas, grande parte das decisões passam por aqui.

Cada turno de jogo (chamado de geração) é dividido em três fases, na Fase de Pesquisa pegamos quatro carta e escolhemos quantas iremos comprar para a nossa mão, na Fase de Ação, os jogadores se alternam fazendo até duas ações por rodada.

Esse é o coração do jogo, onde jogamos cartas que vão nos dar benefícios, usamos as ações comuns a todos os jogadores, reivindicamos marcos, financiamos prêmios (para o final do jogo) e convertemos plantas e calor em oxigênio e temperatura (respectivamente).

Quando todos os jogadores passarem a Fase de Ação acaba e inicia-se a Fase de Produção, onde recebemos recursos e dinheiro para usarmos na próxima geração.

No tabuleiro individual marcamos todos os nossos recursos.

O jogo não tem uma quantidade fixa de gerações (apenas no modo solo), e o que determina o seu final é o momento em que os níveis de temperatura, oxigênio e oceanos chegam aos valores habitáveis, nesse momento a geração atual termina e contam-se os pontos.

Os jogadores vão ganhar pontos de diversas formas, pelo seu índice de terraformação, os prêmios e os marcos conquistados, tiles no tabuleiro e cartas jogadas.

No final os índices chegam todos a níveis habitáveis.

Pra mim uma das coisas que mais me chamou atenção no Terraforming Mars, foram as diversas possibilidades de jogo que as cartas trazem, e você se adaptar e trabalhar com o que vem pra você na hora certa (as vezes inclusive retardando um índice para o jogo demorar um pouco mais) fazem com que o jogo seja bastante estratégico e bem sacado.

No final, Terraforming Mars faz jus ao hype em torno dele, é um jogo bastante inteligente, com umas sacações muito boas e que fazem que ao final da partida você queira jogá-lo novamente.

E você gastou um monte de cartas para terraformatar Marte.
 
http://www.gameofboards.com.br/

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Artifacts Inc.


Em Artefacts Inc. somos donos de uma empresa especializada na obtenção de artefatos exóticos para abastecer a demanda dos museus.

O jogo é um dice game light bastante gostosinho de jogar. Na sua rodada você rola os dadinhos que representam seus exploradores e vai alocando eles nas cartas disponíveis na sua área de jogo, ou na área comum, que pode ter render novas cartas, dados ou artefatos que pontuarão no final do jogo.

Área comum, onde pegamos novas cartas e artefatos.

Uma jogada que eu achei legal no Artifacts Inc. é que as cartas que você recebe vem no modo básico, e conforme o jogo se desenvolve você pode pagar dobrões para que ela fique melhor e melhore sua ação, não é uma ideia de todo original, mas funciona legal no jogo.

O jogo segue na alternância entre os jogadores, até que primeiro deles atinja 20 pontos de reputação, aí o jogo fecha a rodada e quem tiver a maior reputação é o vencedor.

Artifacts Inc. é um joguinho que roda bem, tem boa jogabilidade e tempo de partida ideal pro tamanho do jogo, não daqueles que você precisa ter, mas vale conhecer, e mostra que o Ryan Laukat (mesmo autor do Império em 8 Minutos e Above and Below) consegue desenvolver trabalhar legal com jogos leves/médios.

Na nossa área, as cartas que nos darão reputação.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

TOP 3 : Jogos de Terror!

Depois de jogar mais uma partida do Mansions of Madness resolvi reescrever meu TOP3 de Jogos de Terror para poder incluir esse jogão. Com a chegada dele o divertido Mall of Horror perde o terceiro lugar, mas fica a dica de um jogo de zumbis diferente (e que recebeu uma reedição chamada City of Horror).


O terceiro lugar fica para o mais antigo de todos, Betrayal é um jogo que quando foi lançado era super original onde os jogadores começam explorando juntos a casa e num momento de virada do jogo um dele se torna traidor e recebe um objetivo enquanto os outros lutam por suas vidas.

O jogo foi relançado em 2010 e teve uma expansão lançada em 2016 que eu estou doido para conseguir. Se você ainda não conhece, corre atrás que ele é diversão garantida.


Chegou conquistando corações e deixando os jogadores insanos (pegou a referência??), o Mansions of Madnesse une a diversão eletrônica, com os áudios sombrios e musiquinhas de fundo, ao lúdico do tabuleiro, fazendo com que você fique ligadão nos textos de apoio.

Somado a produção da Fantasy Flight e ao efeito "máquina de fazer dinheiro" deles que garante várias expansões, módulos e coisas do gênero, o Mansions é daquele jogo pra vida toda.


Falem o que quiserem, mas a família Zombicide é o jogo definitivo para quem curte terror, zumbis e coisas do outro mundo, tem de tudo um pouco, heróis, abominações, dragões, helicópteros, catapultas, perseguições, zumbis rastejantes, cachorros zumbi, enfim, uma festa.

Já contando com três temporadas contemporâneas e indo pra segunda medieval, o número de referências a cultura pop é tanta que fica difícil de acompanhar, e por ter regras e jogabilidade simples, ele é uma porta de entrada para jogadores novos e uma diversão sem fim para os veteranos.

Acho que se você tem esses três na coleção, você é um cara de sorte e garantiu horas e mais horas de diversão sobrenatural para os seus amigos.

Eu que nem sou fã de jogos de terror!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bärenpark


Em Bärenpark somos administradores de um parque só para ursos e tentamos ser mais vistosos que os outros parques pelo mundo, para isso temos que construir mais rápido as atrações para fazermos mais pontos.

A rodada é super simples, você tem uma peça grande com espaços em branco e outros com ícones, você pega tiles e coloca nesses espaços, cada vez que um desses tiles cai por cima de um ou mais ícones você pega novos tiles para o seu estoque pessoal.

Os tiles mais simples (e menores) não pontuam, já os mais complexos vão te dar pontos que vão diminuindo conforme os jogadores vão comprando de determinada pilha.

No tabuleiro central, os vários tiles para colocar no parque.

Legal na hora de colocar os tiles é tentar maximizar as ações, cobrindo mais ícones para tentar pegar tiles melhores e até para evitar que os outros parques peguem.

Ao cobrir o ícone dos construtores você pode crescer seu parque, o que é importante, pois o jogo só termina quando o primeiro jogador completar 4 tiles de parque.

Com isso cada jogador tem mais uma rodada, contam-se os pontos e quem tiver a pontuação maior tem o Parque de Urso mais bonito.

Você vai deixando seu parque lindo, até a inauguração.

Minha dica é para que vocês já joguem com os tiles de objetivos também, eles dão uma dinâmica bem bacana ao jogo, fazendo com que a estratégia ao colocar os tiles tenha que ser ainda mais bem planejada.

Bärenpark joga-se em menos de uma hora, mas é um jogo bem estratégico, com uma pegada puzzle que eu particularmente adoro, e apesar do tema colado com cuspe, é um jogo bastante gostoso e que merece uma vaguinha na sua prateleira de médios/light.

Ao final, um Parque de Ursos cheio de atrações.

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Com essa resenha vem "de brinde" o LEMBRADOR nº2, que é um PDF com um resumão ricamente ilustrado com fotos, para ajudar a lembrar as regras do jogo e facilitar na hora de explicar para os novos jogadores. Espero que gostem e qualquer correção, escrevam pra gente : promoeaitemjogo@bol.com.br

https://www.dropbox.com/s/ljmuwmt0fl5vxsc/002_B%C3%A4ren%20Park.pdf?dl=0