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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Parade



Sabe quando uma ideia simples de jogo acaba se tornando em alguma coisa cativante e você acaba ficando viciado e se perguntando "como ainda não tenho isso na coleção"??? Pois é, isso é Parade.

Lançado em 2007, Parade é um jogo de cartas com uma ideia simples, você tem que fazer poucos pontos, e para fazer poucos pontos, você precisa pegar pouquíssimas cartas, ou então pegar muitas de um mesmo naipe (que vão acabar valendo pouco se você tiver mais delas). Deixa eu explicar melhor.

O jogo tem 66 cartas em 6 cores diferentes, que variam de 0 a 10 pontos. Cada jogador começa com cinco cartas na mão, na sua rodada você baixa uma delas e depois de resolvido o desfile compra uma nova carta.

O desfile e seus participantes.

Mas o que é o desfile? No início do jogo, são dispostas seis cartas em uma ordem que não pode ser mexida de cor e números, ao baixar uma carta você protege uma quantidade de cartas igual ao número que você baixou (ex. no início, se eu baixo um carta 5 todas as cartas do desfile estão protegidas e eu não vou pegar nenhuma carta).

Caso o jogador deixe de proteger alguma carta, ele vai verificar se vai precisar pegar alguma. O jogador da vez pega TODAS as cartas da mesma cor ou de valor menor ou igual a carta colocada.

O jogo se desenvolve dessa forma até que um jogador tenha pelo menos uma carta de todas as seis cores, ou o monte de compra tenha acabado.

As cartinhas lindas do jogo.

Verifica-se quem tem a maioria em cada cor, o jogador com a maioria não precisa contar o valor nominal da carta, ao invés disso, cada carta daquela cor vale um ponto, as cartas restantes tem o valor nominal somado, e quem tiver o MENOR somatório é o vencedor.

Parade é um filler bastante astuto, divertido para dar pernada no amiguinho, e viciante. Ele chegou ao Brasil pela Fire on Board, mas o preço não é nada convidativo para o que ele se propõe, apesar do jogo ser muito legal.

Esse e outros jogos você estão disponíveis para jogar e comprar na  
http://www.gameofboards.com.br/
Rua Corrêa Dutra, 99 sobreloja 214 - Catete / Rio de Janeiro

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Potion Explosion


Muitas vezes, jogos digitais e analógicos misturam influências de mecânicas, mas em algumas situações, fica difícil passar de uma mídia para outra com perfeição, mas quando isso acontece, resultados como o ótimo Potion Explosion viram "preferidos da turma" de cara.

No jogo somos aprendizes de bruxos realizando as nossas provas finais, para isso precisamos usar com sabedoria os ingredientes que estão disponíveis para as nossas poções, sabendo que causar pequenas explosões no processo podem ser benéficas.

O brilhante distribuidor de ingredientes.

Basicamente cada jogador começa com duas poções básicas para serem resolvidas, na sua rodada pega ingredientes no distribuidor (bolinhas coloridas), coloca nas suas poções, caso sobrem podem guardar até três devolvendo as restantes e se completar alguma poção pega uma nova.

Simples não é? Aí que vem a graça do Potion Explosion, esse distribuidor lembra muito jogos digitais como Candy Crush ou Bubble Saga.

As bolinhas ficam dispostas de forma que ao pegar uma delas, as outras escorregam, e elas "explodem" quando uma mesma cor bate na outra. Então você pode fazer uma reação em cadeia pra pegar VÁRIOS ingredientes de uma vez só.

O laboratório de cada bruxinho e suas poções.

Ainda pode contar com a ajuda do professor (que te deixa pegar um ingrediente qualquer, mas vai te tirar ponto) e com as poções já feitas.

O jogo termina quando um determinado número de prêmios é dado aos bruxos (prêmios esses que você ganha fazendo poções). Quando isso acontece somam-se os pontos das poções, prêmios e subtrai os pontos das ajudas do professor e quem tiver mais ganha. 

Potion Explosion é um jogo de observação, oportunidade, combinho de ações e acima de tudo, um jogo leve, mas não bobo, que vai entreter basicamente todos os tipos de jogadores que tiverem acesso a ele.

 Quanto mais poções você fizer, mais pontos vai ganhar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Arena : Sangue e Glória


Lançado durante o Divertsão Offline do ano passado (2016), o Arena : Sangue e Glória da Retro Punk é um jogo de "skirmish" entre dois gladiadores que precisam usar bem suas habilidades para tentar derrotar seu adversário.

Criado pelo Ramsés Sohn, o jogo tem regras super tranquilas de ensinar para novatos. Basicamente temos três ações que usamos para mover, comprar equipamentos (em determinadas áreas da arena) e bater.

Mesa pronta para a partida (meeples não incluídos).

Os gladiadores tem duas formas de ataque, a distância (com até dois espaços de distância) ou corpo a corpo, e nisso que o Arena é bem legal, o espaço que você tem para se mover é bem curto, então é um bom jogo de estudo para a hora certa de dar o bote.

Você tem também três tipos de cartas para te ajudar, as de evento, as de ação e os equipamentos, e apesar de terem algumas bem poderosas, não comprometem a jogabilidade.

O jogo termina quando um dos gladiadores perde quatro pontos de vida, o seu adversário é declarado o vencedor!

Mais um joguinho aprovado pelo meu parceiro oficial.

A produção da Retro Punk está bacana, só pecando na caixa do jogo, que poderia ter tido um cuidado melhor e não condiz muito com outros produtos da editora (como o Retrocity por exemplo).

O Arena : Sangue e Gléria diverte, tem um tempo de partida bom (se você não ficar só fugindo o tempo todo), e serve como aperitivo para jogos de "skirmish" mais pesados e demorados.

Perdendo de forma humilhante para o filhão!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Conexão Hacker


Conexão Hacker é um tile-placement onde os jogadores tentam invadir um servidor para colher IS's (Informações Secretas) importantes para cumprir seu objetivo.

No jogo, cada jogador recebe inicialmente cinco cartas, cinco links e um objetivo e à partir da sua base de dados, começa a criar um caminho até a rede principal para conseguir roubar as IS's, antes que seus adversários roubem primeiro.

Basicamente na sua rodada você tem 5 ações para realizar, ações essas que variam entre baixar cartas, usar links, hacker o link do amiguinho entre outras.

As suas cartinhas, algumas pra prejudicar o amiguinho
e outras para criarem seu caminho.

Depois de usar suas ações, a sua rodada acaba, caso você tenha conseguido um link direto entre a sua base de dado e o "mainframe", você pega uma IS para completar seu objetivo.

Existem, numa partida para 2 jogadores, três mainframes com as IS's e a cada três rodadas essas informações são zeradas e novas entram.

No final, ganha quem fechar o seu objetivo (uma coleção de 10 IS's que variam em quantidade entre os três tipos diferentes).

O caminho até as IS's pode ser tortuoso.

Conexão Hacker é o segundo jogo do Marcos Barreto (autor do Zodiacus), funciona super bem para 2 jogadores, mas comporta até 4 e tem uma duração bastante boa.

Ele está em financiamento coletivo pelo Kickante com um preço bem convidativo e que traz uma experiência bacana, super recomendo.

Uma partidinha com o Marcos, gente fina.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Battleball


Battleball é um jogo de miniaturas que simula uma partida de futebol americano futurista, onde os times são compostos pro ciborgues e humanos que farão de tudo para alcançar a vitória.

Criado em 2003 pela editora Hasbro/Milton Bradley, a produção é caprichadíssima, são dois times com 11 miniaturas pré-pintadas, um tabuleiro/estádio gigante e dados, muitos dados, para que o jogo funcione.

As regras são super simples, na sua jogada você escolhe um dos seus 11 jogadores, anuncia, e rola o dado referente a cor da base dele.

O time do Iron Wolves prestes a começar a partida.

Você é obrigado a andar pelo menos uma casa, e uma vez que você mova, pode fazer uma série de ações : tentar pegar a bola de um adversário, passar a bola para a mão de um jogador do seu time ou tentar um lançamento para um jogador mais à frente.

O legal dos lançamentos no Battleball, é que além do dado de quem recebe a bola, existe um D6 em oval bem diferente. Se o somatório dos dois for igual ou maior que a distância entre os dois jogadores em questão, o passe é completo, caso contrário, rola um "fumble" e a bola fica ali soltinha com chances do adversário pegar.

Muitos dados para a movimentação e até um D6 especial.

Além disso temos a ação de "tackle" em que rola uma porradaria entre os jogadores para tentar conseguir a posse da bola, e o jogador que perde essa disputa vai pro banco de reservas e deixa um marcador de porrada no campo, que vai dificultar na movimentação durante a partida.

No final o time que fizer dois "touch-downs" primeiro ganha.

Battleball é um jogo simples, bonito, e mesmo que ele não seja rapidinho, vale a partida pela diversão que proporciona.

Os adversário, os temidos Black Hearts.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Medievalia

 

Terceiro jogo da linha "small games" da Ace Studios, o Medievalia é um jogo de cartas bem leve e divertido que vai com certeza entrar para a sua coleção.

O jogo é uma releitura do clássico Escalation do mestre Knizia, nele nós temos cartas que variam de 1 a 13 e à partir do primeiro jogador, temos que baixar sempre um valor maior do último jogado.

Mais um trabalho visualmente caprichado da Ace Studios.

Mas apesar do limitador (cartas apenas de 1 a 13), você pode baixar o somatório de cartas iguais (por exemplo 5+5 para superar um 9 previamente jogado) e caso você não consiga, passa, pega o bolo de cartas até aquele momento e depois começa uma nova pilha.

A rodada termina quando um jogador baixa sua última carta, cada carta do seu bolo vale um ponto negativo, e depois de algumas rodadas (dependendo do número de jogadores) o jogo termina e quem tiver a pontuação mais positiva, leva.

Hora de ver a melhor cartinha para baixar.

Diferente do Escalation, no Medievalia além do básico explicado acima, temos cartinhas que modificam o andamento e a pontuação da rodada, o que traz uma experiência nova ao jogo, isso somado as ilustrações muito mais bonitas fazem com que o jogo seja um "must have" para sua coleção.

Small Boxes da Ace, até agora, só joguinho bacana.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Star Wars : Destiny


Grande aposta de final de ano da Galápagos Jogos, o Star Wars : Destiny é um card/dice game colecionável com a franquia mais rentável de todos os tempos, não tem como dar errado certo?

Mais ou menos, vou explicar. Tendo na equipe criativa o renomado Corey Konieczka (do Imperial Assault, Runewars e Eldritch Horror), o Star Wars : Destiny tem todos os elementos para ser um sucesso, mas ele cai no mesmo problema de quase todos os colecionáveis, é um poço sem fundo de gastos para você ter um "deck" para ganhar.

Essa primeira leva que chegou ao Brasil vem com dois decks prontos, o do Kylo Ren e o da Rey, e a indefectível caixa com boosters, que em cada envelope trazem um dado e cinco novas cartas.

Mesa preparada para uma partidinha de Destiny.

As regras do Star Wars : Destiny, são tranquilas de assimilar. Durante o turno temos uma alternância de ações até que os dois lados passem. Essas ações podem ser, rolar dados, baixar cartas e ativar dados já rolados.

O coração das ações vem dos dados, é lá onde você adquire recursos para poder baixar as cartas, usa poderes especiais, consegue escudos para prevenir danos e ataca seus adversários.

Na partida que eu fiz, senti que o deck da Rey é mais fraco que o do Kylo, então a menos que logo de cara venham suportes e equipamentos que adicionem rápido novos dados ao seu pool, a tendência é que a Rey apanhe muito até que comece a fazer alguma coisa.

O que não vem nos decks pré-montados,
você vai encontrar nos boosters.

No final, ganha o lado que conseguir eliminar os personagem do adversário primeiro, e uma partida completa dura em média uns 40 minutos no máximo.

Fiquei com a impressão de um jogo gostoso, mas que para se tornar competitivo, precisa gastar uma grana em boosters, e ao contrário do X-Wing, que você sabe exatamente o que comprar para fazer uma frota decente, nele vai a questão da sorte ou ficar a mercê da galera que vai meter a mão numa carta rara.

Então dado esse aviso, se você é fã da franquia, minha sugestão é : joga uma ou duas partidas (de preferência com decks diferentes) e se curtir, cai dentro... E que a força (do cartão de crédito) esteja com você.