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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Diversão Offline 2016


Estandes e salões cheios, esse foi o Diversão Offline 2016.

No último domingo aconteceu a segunda edição do Diversão Offline, evento que reuniu no Centro de Convenções SulAmérica (RJ) quase todas as maiores editoras nacionais, protótipos do que vai aparecer no mercado em breve e apesar da chuva e dos eventos da Olimpíada, teve um público melhor que 2015. 

A ESTRUTURA

Esse ano a organização caprichou, no primeiro andar do evento estavam a nata das editoras nacionais, podia se encontrar Red Box, Pensamento Coletivo, Galápagos Jogos, Conclave, Retro Punk, FunBox, New Order, Tabuleiro MIX (que agregou uma galera no seu estande com a Meeple BR, Histeria Games, Ace Studios e BEST Games) entre outras, trazendo novidades, testando próximos lançamentos e deixando o público muito à vontade com monitores super atenciosos e uma galera de apoio formada só por figurinhas conhecidas do cenário.

Conclave lançando o Rock'n'Roll Manager na feira.

E o segundo andar? Bem, esse foi um ponto que ficou pior esse ano. A sala de protótipos, as mesas de RPG's e alguns estandes de lojistas (além da área de palestras) ficou no segundo andar e sem uma indicação mais contundente, algumas pessoas acabaram nem sabendo da existência.

Apesar desse problema de sinalização, a galera que foi até lá foi brindada com uma sala lotada de protótipos bacanas, lojas com descontos incríveis, e um painel sobre quadrinhos no Brasil bem legal.

Mysterium, um das próximas novidades da Galápagos vendo mesa no evento. 

NOVIDADES E LANÇAMENTOS

Para quem foi ao evento procurando coisas novas, não faltaram motivos para saírem satisfeitos. Na Conclave as primeiras edições do Rock'n'Roll Manager esgotaram em menos de uma hora, na FunBox tivemos mesas e mais mesas do Matryoshka, do Good Cop, Bad Cop e do Sugar Gliders, na Tabuleiro MIX o povo pode testar o Die die DIE! e o Sonhando com Alice além dos jogos da Meeple BR, na Red Box tínhamos Raid & Trade e jogos que ainda vão aparecer com o Micrópolis e o Boss Monster e na Pensamento Coletivo mesas de Imperial 2030.

Obviamente estou esquecendo de alguma coisa, até porque era realmente MUITA coisa rolando simultaneamente e não deu pra anotar tudo o que estava rolando mesmo tendo ficado praticamente durante todo o tempo do evento.

As salas de palestras sempre com a galera prestigiando.

PROTÓTIPOS E PALESTRAS

Falando mais um pouco do segundo andar, a sala de protótipos, apesar de mais escondida, mesmo assim estava bastante movimentada.

Além do pessoal da Mansão das Peças que ficou revezando seus jogos, tinha a galera do Engage, do SOS Animais, da Jamaf Games com o Runners e o Cube Wars, o Street of Fights entre outras mesas.

Não poderiam faltar os protótipos em um evento tão bacana.

Outro destaque do Diversão Offline foram as palestras, tivemos gente falando de mercado, coletivo de jogos e até atração internacional, o John Wick, autor Norte Americano de jogos como Blood Honor, Shotgun Diaries, Legend of the Five Rings e 7th Sea.

CONCLUSÃO

O Diversão Offline está aí se firmando como um dos maiores eventos de jogos de tabuleiro do país, e a promessa é que em 2017 ele além de melhorar alguns detalhes ele ainda passe a ter dois dias, o que vai ser muito legal para o povo que vem de fora do Rio.

Ainda falta um pouco (como a presença da gigante Grow), mas posso afirmar que o caminho está pavimentado e em poucos anos o Diversão Offline será o nosso equivalente a eventos tipo GenCON.

Quem foi pode jogar partidas do Legends of Five Rings com o próprio John Wick.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Flip City


Primeiro lançamento da Paper Games no Brasil, Flip City é um jogo de cartas que usa como mecânica básica "deck building" mas com um twist bem interessante, o fato das cartas serem usadas dos dois lados.

Eu consegui finalmente jogar a versão solo do jogo (que comporta até 4 jogadores) e me surpreendi positivamente com o jogo.

Na sua vez, você vai abrindo as cartas do seu deck até que esteja satisfeito com a quantidade de grana disponível (e parte para as ações), ou até que tenham três carinhas insatisfeitas na mesa (e você perde sua rodada).

Durante a partida vamos abrindo as cartinhas dos prédios.

Basicamente você tem quatro tipos de cartas à serem compradas (Loja de Conveniência, Hospital, Fábrica e Parque) e que você vai adicionando ao seu deck para te dar mais grana o/ou pontos.

Aí é que tem o grande barato do jogo, todas as cartas tem funções na frente e no verso delas, então uma Área Residencial se transforma em Apartamento para evitar que as carinhas insatisfeitas venham imediatamente para a sua mesa, o Hospital vira uma Igreja aumentando sua tolerância a carinhas insatisfeitas, e por aí vai.

O jogo vai até que alguma das condições de final de jogo seja alcançada (na partida solo além das de vitória você perde se as cartas à serem compradas acabarem).

Partida ganha com apenas 3 cartas sobrando para compra.

Mas nem tudo são flores no Flip City, por ser um jogo de deck building precisamos ficar embaralhando o deck o tempo todo e por termos texto nos dois lados da carta o manual aconselha que esse processo seja feito "debaixo da mesa", "olhando para o horizonte", enfim, de alguma forma que não haja uma espiada, o que é bastante inconveniente. Mas na boa, não foi nada desesperador na partida solo (enquanto eu estava vendo as Olimpíadas na TV).

No final achei o Flip City um jogo bem interessante, com uma ideia inovadora e que mesmo que não vá agradar a todos, vale a pena ser jogado para que se tire um conclusão a respeito.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Arcadia Quest


Arcadia Quest é um jogo, que tem três autores brazucas na sua criação (Thiago Aranha, Guilherme Goulart e Fred Perret) onde guildas lutam através de cenários para cumprir missões e no final de uma campanha de 6 partidas, derrotarem o temível Lorde Presas e livrar Arcadia desse mal. Depois de situar vocês, vamos falar agora um pouco de como o jogo funciona.

Ele é um jogo com mapas modulares, divididos em cenários, e em cada cenário os jogadores precisam lutar uns contra os outros e contra os monstros indicados para cumprir as missões e assim irem melhorando seus heróis para partidas futuras.

Área de cada guilda e o mapão ao fundo cheio de miniaturas.

As regras são super simples, na sua rodada você pode ativar um dos seus três heróis ou descansar sua guilda.

Ao ativar um herói você pode se mover com ele pelo tabuleiro e atacar, a opção de descansar sua guilda faz com que heróis mortos voltem ao jogo, você possa redistribuir os itens e também dar um "refresh" nas cartas que você usou.

Eu joguei um cenário super simples (o Distrito dos Martelos) só para conhecer o jogo, mas a partida foi bastante gostosa e o jogo atende ao que se propõe, ele diverte, tem sua dose de decisões, mas é totalmente acessível para aqueles jogadores que tem crianças (à partir dos 8/9 anos) e queiram um jogo que eles possam participar sem maiores problemas.

Produção lindona da Cool Mini or Not que a Galápagos trouxe para o Brasil.

O grupo em que joguei também curtiu a experiência e vamos começar uma campanha completa, pois acredito que a experiência de ir melhorando sua guilda e ir acompanhando os inimigos irem ficar mais fortes deva fazer com que o Arcadia Quest se torne ainda mais interessante.

Esse e mais um monte de jogos você pode alugar sem sair de casa com os amigos da Ludoteca BGC, conheçam os planos de assinatura e divirtam-se!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Anjos & Dragões, novas artes

Em maio do ano passado tive a oportunidade de jogar o Anjos & Dragões do amigo André Luis Negrão, e como falei no post da época, ele é um card-game de combate bem bacana com regras fáceis e boa jogabilidade, mas faltava um trabalho gráfico mais caprichado. Bem, faltava.

 As novas cartas do Anjos & Dragões, em comparação as suas anteriores.

O André me mandou as novas artes para o jogo e elas estão muito bacanas. Tudo melhorou sensivelmente, desde a arte do Léo Amaral que agora está muito mais profissional e bonita, até a diagramação e escolha de fontes.

O projeto ainda está sem data para ir ao ar (o André está aberto a convite das editoras) mas agora está com o visual que o jogo merece, e com certeza quando sair vai ser um sucesso entre os fãs de card-games.

Arte conceitual de uma das cartas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Bloodborne : The Card Game


Baseado no jogo de video-game, o Bloodborne : The Card Game é o próximo card-game do grande Eric Lang, que o nosso amigo Fel Barros participou como "lead developer" e pedimos para que ele gentilmente escrevesse um pouco sobre o jogo.

Bloodborne : The Card Game é um jogo para 3-5 jogadores de gerenciamento de risco, seleção simultânea de ações e set collection.

No começo do jogo, um deck de monstros e chefes é montado aleatoriamente e um ‘chefão final’ é escolhido. O chefão final (1 entre 5 opções) impacta fortemente a direção da partida.

 Algumas das cartas de monstros do jogo. Foto Promocional.

As rodadas são bem simples e com pouco downtime. Todo mundo começa com o mesmo deck de cartas e, aos poucos, você vai adquirindo novas armas e melhorando seu deck (ainda que ele não possa ultrapassar um limite máximo de cartas).

Primeiro você revela um novo monstro e depois todo mundo escolhe ao mesmo tempo uma carta e joga simultaneamente. As cartas tem diversos poderes (uma das cartas deixa você jogar ‘depois’ de ver os outros outra faz você curar/comprar novos equipamentos, guardar seus pontos de vitória e recuperar as cartas usadas).

 Como a mesa fica durante a partida. Foto Promocional.

Os monstros atacam e os jogadores que sobreviveram atacam de volta pegando sangue (pontos de vitória) e se ele morreu, ganha um troféu do tipo dele. Os monstros tem dados verdes (fraco), amarelo (médio) e vermelho (mais dano). Depois de passar o deck todo (7 monstros e 3 chefes) você enfrenta o chefão final.

Você pontua por tipo de monstro que você participou da morte (set collection), dano causado nos monstros e chefes.

A grande sacada é que quando você morre, os pontos que você ainda não guardou são perdidos. Isso gera alguns momentos bacanas de tensão em que você precisa decidir ‘pegar uns pontinhos a mais’ e fazer a jogada segura, outro ponto importante é você tentar ‘adivinhar’ a jogada dos adversários criando momentos bem bacanas de interação entre os jogadores.

Os chefões que definem o rumo de cada partida.

A direção do Bloodborne : The Card Game era de criar um jogo bem tenso que mudava bem a cada partida e que houvesse bastante interação e, claro, muitas mortes.

A partida demora cerca de 45 minutos, escala para mais de 3 jogadores e, pessoalmente, acho que 4 é o melhor número de jogadores para a partida. A reação inicial da crítica e do público foi bem positiva e estamos bem satisfeitos com o produto final.

 O grande Eric Lang e (com certeza) mais um dos seus sucessos.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Aljubarrota, a Batalha Real / Millions, o Último Soldado


Os amigos da Sherlock S.A. mandaram aqui para o blog seus dois próximos lançamentos que já estão em pré-venda, o Aljubarrota e o Millions, ambos card-games criados pelo português David Mendes e agora vou falar um pouquinho de cada um deles.

Aljubarrota, a Batalha Real

O Aljubarrota é um jogo para dois onde seu objetivo é se livrar das suas cartas antes do adversário, para isso você tem duas cartas previamente abertas que indicam número, cor ou desenho onde você pode descartar as suas cartas.

Basicamente é um jogo que tem zero planejamento ou estratégia, é uma brincadeira de abrir, ver onde pode ir sua carta e partir para a próxima. Joguei duas partidas, uma com a galera da turma de desenvolvimento de jogos e uma com meu muleque, e não empolgou em nenhum dos dois casos.

Millions, o Último Soldado

Já o Millions também é um jogo de cartas mas cabe até cinco jogadores e o objetivo é tentar, utilizando um deck que vai de 1 a 12, pegar os maiores prêmios evitando também pegar os pontos negativos.

Na rodada, abre-se o prêmio da vez, todos os jogadores escolhem uma das suas cartas e abrimos simultaneamente, se o prêmio aberto for positivo, ganha a maior carta, se for negativo, leva quem colocou a menor.

Ele tem uma "vibe" meio copas fora e também não empolgou muito, mas é indiscutivelmente mais jogo do que o Aljubarrota.

Enfim, ambos tem um "fluff" baseados em fatos com arte bonitinha, mas que são colados à mecânica e realmente não ajudam muito na conclusão final de que são jogos com pegada beeeem infantil.

http://sherlocksa.com.br/produto/32

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sushi GO!


Ainda em fase Beta, fomos convidados a testar a versão para iOS do divertido Sushi GO!, card-game gostosinho do qual já falamos aqui no blog.

A implementação ainda tem alguns bugs mas está super fiel a versão física do jogo, com toda a arte fofinha que é um dos atrativos do jogo.

O tutorial ajuda bastante a quem está vendo o jogo pela primeira vez, embora deixe algumas coisas omissas, mas ele tem a versão completa do manual caso você necessite.


O AI do jogo é bom e você além de jogar sozinho pode convidar outros jogadores (on-line) para uma partidinha de Sushi GO! com você.

Acho que a versão final (ainda sem data) vá agradar bastante aos fãs desse joguinho, e ele vai ser uma boa opção para aquele tempinho de transporte até o trabalho.